quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Projeto "por mais 100 Anos" está indo no ritmo certo

Depois que Maria (Erlina) divulgou, no final do ano, a sua tabela demonstrativa sobre a quantas anda as contribuições dos "pelosos" para formar o fundo "por mais 100 anos" que será o financiador do futuro Centro Cultural Milton e Eunice Peloso; novos contribuintes já se apresentaram e as doações chegam perto dos 15.000,00 (quinze mil reais).

Ontem, a coordenação financeira reuniu e avançou nos seus debates internos sobre o Plano de Negócios do "negócio familiar lucrativo" que é a forma de fazer o dinheiro do fundo se multiplicar. A idéia é aquela já inicialmente conversada: organizar uma "Casa de Sucos" onde os clientes encontrariam também, tacacá, vatapá, garapa, broas, cocadas, bombons de cupuaçu, maniçoba, e outras guloseimas, além de muito carinho, bons preços, boa música e um bom acolhimento. Milton deu uma ajuda nos debates financeiros e estamos agora à procura de um local adequado para o negócio. Também decidimos fazer um "churrasco de divulgação" do nosso pequeno movimento em prol do Centro Cultural, no dia 11 de março. Pedro doou uma porca de 40 quilos para ser churrascada.

Do ponto de vista das adesões, Milton e Miguel assinaram esses dias a Carta de Princípios, completando 10 o número dos filhos já decididos a fazer a sua Cessão de Direitos sobre a Casa da São Sebastião. Aliás, a carta de princípios emoldurada e que será entregue à guarda do Miguel, por dois anos, como ficou acertado no encontro de novembro, deve estar pronta ainda este mês de janeiro.

Pedro Peloso

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

UM PÉ NA FESTA E UM PÉ NA ESTRADA

O clima de Natal e Ano novo nos invade, reavivando a ânsia de saciar a necessidade de pão, de superação, de beleza e de poder. Essa inquietação que nasce da carência das mínimas condições de existência, da busca esperançosa de reconhecimento, da vontade represada de festejar, da curiosidade inerente à nossa incompletude... e de muitos sonhos, nos tornam mais fragilizados e sensíveis. Esse tempo e uma conjunção de fatores é uma das oportunidades de ouro aguardadas e, até estimuladas, por aparatos midiáticos, religiosos e mercadológicos. 

Então, não é se estranhar que seja também um momento oportuno para missionários, mercenários e mercadores, de todos os credos e latitudes, para veicular suas mensagens, bem intencionadas ou inconfessáveis, e conseguir atrair prosélitos, militantes e clientes. A rigor, "nada haveria de nocivo se, cada vez que sonha, o ser humano acreditasse em seu sonho, se observasse a vida, se comparasse suas observações com seus castelos no ar e se trabalhasse para a realização de seu sonhos - se existir contato entre sonho e vida... tudo bem”.

Aliás, as tarefas permanentes da vida só se realizam quando se agarram nas "ondas" das várias conjunturas históricas. Embora se deseje que a racionalidade da vontade oriente as ações, sua realização só acontece quando, pessoas e grupos, "surfam" na "outra racionalidade" que vem da situação, da emoção, do subjetivo, do imaginário. Alguém que se pretenda consciente, daria sinais de incompetência se combatesse ou ignorasse o tempo do real, ao imaginar um cenário de pureza de propósitos. A vida só se dá na tensão e na contradição do concreto.

Sabemos que a primeira condição da cura é admitir o fato da doença. Cercado de todas as "enfermidades", o senso popular prefere viver e ser feliz, agora, mesmo sabendo que pode ficar devendo ou iludir-se. Já a grandeza da "consciência" é em saber transmitir conhecimentos acumulados e ajudar a extrair "saídas" duradouras para as inquietações dos oprimidos. Assim, quem sonha com uma nova ordem social não pode esquecer que "ficar longe do povo é uma forma de ficar contra ele"; que "partir da porta que o povo oferece" é a condição para ajudá-lo a chegar onde ele precisa.

Cantemos e exultemos! HOJE é o dia que fez o Senhor de todas as convicções. Somos peregrinos da Pátria onde o choro será apenas de alegria; nos alimentamos da justeza do resgate da vida fraterna, sempre. Longe de sair do "paganismo" do mercado, em todos os espaços, a ordem é mergulhar, de cabeça, no mundo que nos rodeia, mas sem deixar de reafirmar nossa "fé na vida, fé no povo, fé no que virá... pois, nós podemos tudo, nós podemos mais, vamos lá fazer o que será!" Boas festas e viva esse meio que é fim e que é começo!
Ranulfo Peloso

sábado, 19 de novembro de 2011

Olá a todos,
conforme foi acertado pela comissão geral (Rita, Euniciana e Bruno) chegamos a decisão de utilizar duas ferramentas importantes para tornar os debates mais ágeis. A primeira foi a criação de email de grupo para que a família através desta ferramenta possa colocar assuntos referentes ao centro cultura ao "alcance" de todos. A segunda foi a criação de um blog para contemplar a familia, familiares, amigos para postarem fotos, vídeos, reportagens,etc...

Na segunda-feira (14/11/11) foi criada a conta de email de grupo no Yahoo. Os participantes devem verificar seus emails e aceitar o convite. O email de grupo é (centrocultural_milton_eunice@yahoogrupos.com.br). 


O endereço do Blog é: http://centroculturalmiltoneunicepeloso.blogspot.com


Fico a disposição de todos para quaquer dúvida



Um grande abraço



Bruno Peloso

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Encontro Geral da Família Peloso (foto)

Em 13/11/2011. Dia do lançamento da "Pedra Fundamental" (Carta de Princípios) do Centro Cultural Milton e Eunice Peloso. O local é no terreno da casa da família, na rua São Sebastião -1233, onde reside Dona Eunice (91 anos) junto com o casal Rita Peloso e Gilberto Grasso. O Encontro Geral foi promovido para marcar o centenário de nascimento de Milton Peloso (Seu Félix) e os debates giraram em torno do Projeto "Por mais 100 Anos" que tem como objetivo, construir no local, o "Centro Cultural Milton e Eunice Peloso". Foto de Alberto Figueira - Um dos genros da Família.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Milton Peloso (Seu Félix): A pedra fundamental


Meus filhos... Minhas filhas...

Deus abençoe a cada um de vocês... 

Cem anos atrás, num longínquo 20 de novembro de 1911, lá no meu Piraquara; ao ser parido por minha mãe Deolinda e criado posteriormente por minha Tia Antônia, ninguém e muito menos eu poderia ter consciência que uma longa história ali se iniciava. Virei moleque, rapazola e me tornei homem feito... 

Belterra foi o meu destino! Não um destino sonhado, pensado, escolhido. Mas, um destino forçado pela necessidade da sobrevivência, pois ali cheguei em busca de emprego que me garantisse o pão de cada dia. 

Destino forçado, mas, abençoado! Além de emprego, encontrei ali a felicidade da minha vida, encontrei minha querida Nega Velha, Eunice... Por ela me apaixonei tão perdidamente que aceitei trocar minha vida boêmia, minha cachaça e meu violão para me tornar um pai de família. 

E pela força da nossa juventude, parimos os nossos primeiros filhos e combinamos o nome que íamos por em cada um deles... Primeiro nasceu o Miguel, depois nasceu Ranulfo, Raimundo e Ortenira. Nossa casa era só alegria, e com os gritos e risos daquela criançada, não dava para reclamar das dificuldades da vida. E foi por conta desse entusiasmo que acabamos por gerar, logo em seguida, mais quatro filhos e filhas: Saul, Maria, Elfrida e Rainilda. E nem me perguntem a razão dos nomes escolhidos, pois, só de lembrar aqueles tempos, volto a sofrer as angústias e apertos que tivemos, Eu e Eunice, para dar de comer e sustentar oito crianças... 

Já era uma família grande, mas, como vocês sabem, Belterra tem um clima muito frio e Eunice era uma mulher parideira... O resultado é que ainda aumentamos em seis, o número de nossa filharada... Euniciana, Francisco Paulo (que morreu aos 45 minutos de vida), Pedro, Rita, Milton e Socorro... A história de como foi possível criar e educar a todos, já está contada nas revistas que vocês fizeram para homenagear a mãe de vocês. 

Hoje, vocês, já todos maduros, estão aqui reunidos para celebrar os 100 anos do meu nascimento. Resolvi “ressurgir”, através da memória do Pedro, para participar das discussões e debates. Não estou “ressuscitado” como crêem meus irmãos católicos e nem estou “criptografando uma mensagem” como crêem os irmãos que abraçam a filosofia espírita. Tudo não passa de uma inspiração que passei a Pedro, mas poderia ter passado ao Saul, à Maria, à Socorro, ao Raimundo, a uma nora, a um neto ou bisneto, e a qualquer um de vocês que quisesse se deixar inspirar. Portanto, Tudo que quero nesse momento, é estar “presente” entre vocês, nesta data importante para a nossa família. 

Aliás, falando sobre família, lembro que foi o Milton quem apresentou a idéia de que a data do meu nascimento representava, também, a data de início da formação da Família Peloso. Não acho exato falar que a família peloso se inicia com o meu nascimento, até porque, antes de mim vieram minha mãe, minha vó, e tantos outros... Porém, considerando a história do sobrenome Peluso que recebi de meu padrinho e que vocês o receberam posteriormente, já com a grafia Peloso, posso considerar que naquele 20 de novembro de 1911, junto com o meu nascimento, nascia também a Nossa Família. 

Vocês estão hoje aqui reunidos para conversarem sobre a possibilidade de construírem no terreno da São Sebastião, um Centro Cultural que levaria o meu nome e o nome da Eunice. Tudo bem, essa é uma idéia de vocês. Se quiserem, façam! Todavia, já que vão colocar no projeto os nossos nomes, preciso então expressar o que desejo que seja observado nesse projeto... 

Primeiro, que o Centro seja uma forma de reunir a família, jamais de dispersa-la. E isso se faz por meio de uma gestão aberta a todos os membros; garantindo espaço para a pluralidade das idéias concebidas por seus sustentadores; e que as decisões sejam sempre tomadas de forma a contentar a todos; 

Segundo, que o papel central do projeto seja a educação das pessoas. Jamais o engodo, a desinformação, a doutrinação, ou a enganação da boa fé de outros; 

Terceiro, que o Centro, mesmo aberto para servir ao público em geral, tenha sempre mecanismos para garantir que os mais necessitados possam também usufruir dos possíveis benefícios do projeto. 

Se por acaso algum dia o Centro Cultural não tiver mais os objetivos acima, retirem o meu nome e o de Eunice do projeto. 

Meus filhos... Minhas filhas... 

Ao finalizar esta missiva, digo-vos que fico feliz em perceber que o conceito que vocês têm de família é o mesmo conceito do fundador do cristianismo para o qual, são membros de uma mesma família, todos aqueles que comungam dos mesmos ideais e têm um mesmo projeto de vida. 

E vocês se lembram do que vos ensinei na infância sobre Justiça, Honestidade e Amor ao Próximo? Pois bem, gostaria sim de ver todos vocês reunidos em torno dessa idéia do centro cultural, desde que esse projeto sirva para garantir a vivência, a divulgação e o fortalecimento desses princípios. Se este for o entendimento de todos, fico honrado em servir como a Pedra Fundamental sobre a qual estamos edificando a Nossa Família. 

Deus abençoe a todos. Fiquem em Paz! 

Em, 13/11/2011